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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alice e a Filosofia

Quando li “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll, onde tudo parece estranhamente novo, em ma lógica diferente e repleta de surpresas, lembrei da reminiscência de Platão ,o mundo Inteligível e o mundo Sensível que seria a cópia imperfeita do mundo Inteligível.
O verdadeiro país das maravilhas , apesar de parecer estar m um mundo impossível,está aqui, e pode ser atingido por aqueles que, com rara habilidade e talento, penetram o coração da Filosofia, onde se encontra a beleza indescritível de um mundo novo e sempre atual.
Certa vez, em minha difícil decisão sobre que profissão escolher , minha professora de Filosofia disse-me: Feliz de quem tem oportunidade de conhecer a Filosofia, pois contemplará um mundo diferente e cheio de maravilhas!
Realmente, o verdadeiro país das maravilhas é o mundo admirável da Filosofia. Nele, é possível a contemplação de sublimes belezas cujas realidades são permanentes, apesar da mutabilidade constante dos seres deste mundo.
Nestas alturas, tem razão o divino Platão, na Alegoria da Caverna, quando um daqueles acorrentados conseguiu liberdade e, saindo da caverna, contemplou com espanto inigualável um mundo maravilhoso.
Para Platão, é o mundo real das idéias, sobre o qual desenvolveu toda sua interessante filosofia.
Como primeira consideração, a Filosofia compõe o mundo misterioso do pensamento humano na sua mais profunda forma de ser.
Nela está o mundo das idéias (não me refiro ao Mundo de Platão) na sua legítima concepção de ser.
Assim sendo, a inteligência humana, auxiliada pelo primor dos sentidos, é o único instrumento que se tem para conhecer e contemplar, com felicidade,   a plenitude da Filosofia. 
Após tanto refletir sobre qual o papel do filósofo creio que o objetivo do filósofo é encontrar a verdade,mas  não a verdade  relativa, ou subjetiva, a chamada “minha verdade”, mas a verdade  absoluta, imutável, objetiva e universal.
Com muito cuidado, investiga-se, raciocina-se, analisa-se dados da experiência, retorna-se ao caminho e finalmente, encontra-se a verdade, para nós, a maior preciosidade.
A verdade encontrada é absoluta, por isso, transforma-se em sabedoria, em “ciência” e que, sob o ponto de vista filosófico, passará inalterável de geração em geração até a consumação dos séculos.
É neste sentido que  dizemos que a verdade é imutável. Chova ou faça sol, ela (verdade filosófica) permanecerá. Porém ,em relação as verdades supremas investigadas e alcançadas, o filósofo não quer só para si, em ato de egoísmo intelectual , mas quer compartilhar aos outros, deseja que todos desfrutem da felicidade do mais alto conhecimento que representa a verdadeira sabedoria humana, constituindo a ciência mais importante da história humana. 

Pode se dizer que o filósofo é o missionário da verdade, daquela verdade que traz a sabedoria que o tempo não destroi, que as injustiças não apagam, sabedoria e razão de uma vida  de imensa felicidade e alegria.
Sendo assim, o filósofo existe para procurar a verdade, e sua realização está em alcançá-la, compartilhando com outros seres humanos, num gesto de verdadeiro amor, sem nada esperar em troca, a não ser a agradável sensação de ter sido útil.

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